Peões de Grife – o telejornalismo em capítulos

O Desculpem a Nossa Falha foi o primeiro. Peões de Grife é o segundo. Este livro já estava nas mãos de uma editora, contrato assinado, para a edição tradicional em papel. Achei melhor não. Levo-me pouco a sério para sonhar com bestsellers. Mas também pensei que, talvez, fora uma ou outra história divertida, minhas mal traçadas linhas podem ser de alguma utilidade telejornalística, embora, mais que os da minha geração, jovens jornalistas de televisão pareçam acreditar que estão inventando uma linguagem. Para quê correr o risco de deixar o que me deu tanto trabalho cair nas mãos dos garis virtuais? Então, lá vamos nós, sem necessidade de papel e as constrangedoras “noite de autógrafos”.

PARTE 01

ALERTA!…

 

Pare imediatamente de ler este livro se espera revelações bombásticas ou estar penetrando nos bastidores de uma rede de intrigas. São apenas lembranças de uma vida profissional, sem grandes arroubos, e outras tantas lembranças pessoais vividas por mim. É a mania de escrever que me persegue desde a adolescência, ou seja, lá se vão muitíssimos anos.

Este livro deveria ser uma atualização técnica de outro, o Desculpem a nossa falha, lançado em 1990, que foi para mim uma surpresa. Em março ou abril de 1988, eu estava exausta de tanto trabalhar. Contando com o ovo na galinha, pedi demissão de um emprego sólido – não estável, pois isso não existe nas empresas privadas – e acreditei ter me livrado dos dias comandados pelos infindáveis e, quase sempre, desgastantes acontecimentos jornalísticos. Então, livre da escravidão dos fatos, iniciei o planejamento de um negócio próprio ligado às imagens: uma produtora de vídeos. Enquanto fazia tal planejamento, me propus também a uma espécie de balanço dos, até então, 10 anos de telejornalismo. Vida doida!… Passou, como tudo passa, mas o que eu havia feito da vida em mais de 3 mil e 650 dias? Mais que isso, por causa dos, pelo menos, dois anos bissextos e dois ou três meses além da data redonda. Então, como é mania, o balanço foi feito em papel, teclado numa máquina de escrever. Passei para o papel as histórias vividas numa profissão muito maluca. E eis que recebi a visita de uma amiga e colega de profissão. Ela apareceu na minha casa e, como tem o hábito, fuçou os papéis empilhados na escrivaninha (jornalista tem o costume de fuçar).

– É um livro? – ela perguntou.

– Não… Não sei o que é, mas não é um livro. – respondi.

– É um livro sim.

– Não, não é. – repeti. – São histórias que passei para o papel. Tenho muitas nas gavetas.

– Vou levar pra uma editora minha amiga.

– Não, não vai. Deixa isso quieto.

– Vou levar sim.

Vai, não vai, ela levou a pilha de papéis. Além de amiga e colega de profissão, essa amiga é teimosa como uma … jornalista. Que exercitasse então a teimosia, eu tinha mais o que fazer para planejar a minha produtora onde, imaginei, faria o meu próprio horário, me divertiria muito e ganharia dinheiro suficiente para uma vida confortável. Acontece que, em menos de 24 horas, recebi um telefonema da então editora responsável pelas publicações na Record. O livro seria publicado.

– Que livro? – quase perguntei.

Aí lembrei dos papéis que a enxerida levou para “uma amiga”. A editora mostrou-se muito animada com a publicação.

– Vamos conversar. – ponderei zonza.

Sinceramente, jamais escrevi uma história, uma página, uma palavra sequer, nem de muito longe, imaginando publicar. Era meio que um diário íntimo, profissional. Bom, diário, ao pé da letra não era, porque foi escrito em histórias, não em dias. Mas bem podia ser um diário por serem histórias do meu dia a dia. Enfim, de certeza entre ser ou não um diário, sobrou o íntimo. Histórias revividas e muito apaixonadas, escritas de carreirinha sem “poréns e entretantos”, sem preocupações com pontuação e gramática corretas.

– Você acha mesmo que isso é publicável? – questionei a editora.

– Com certeza. Vamos assinar um contrato.

Contrato? Nada a ver com as minhas confissões profissionais feitas pela minha pessoa, de modo bem … pessoal.

– Vamos com calma. Nossa amiga é doida!… Não estava pensando em publicar essas histórias. – ponderei novamente.

– Mas são muito boas! Vamos publicar!…

Marcamos um encontro na Editora. Bem, se as histórias eram tão boas, se a pilha de papéis era publicável, a editora devia saber o que estava fazendo.

Não lembro ao certo se propus levar a pilha de papéis de volta para uma revisão ou se a editora se encarregou disso. Pontos e vírgulas nos devidos lugares, uma ou outra correção de gramática. Apesar de assinar um contrato, tinha para mim que nada seria de fato publicado e estava com a minha atenção voltada para a produtora de vídeos. Deixei correr.

E correu; muito rápido. A produtora também abriu e fechou rápido. Foi tanta burocracia, com livros contábeis, contratos e pagamento de impostos que não me sobrou tempo para criar e oferecer projetos. Lá se foram as economias de anos pelo ralo. A produtora fechou e a editora me chamou para ver a capa do livro feita pelo cartunista Nani. Num fundo azul, Fernanda Esteves – o meu nome adotado profissionalmente -, o título que me ocorreu – Desculpem a nossa falha (um pedido de desculpas então muito usado no reconhecimento público de um erro humano ou de uma falha técnica no telejornal) -, o subtítulo – A batalha diária de uma repórter de TV -, um aparelho de tevê de cabeça para baixo, uma casca de banana próxima e a assinatura do artista. Putz!… Sensação estranha. Ainda assim, fui levando a vida. Bati na porta da TV Globo e pedi para voltar ao trabalho. Fiquei oito meses livre da vida escrava do telejornalismo. Estava farta da liberdade e sem dinheiro para manter a minha preciosa independência. O que mais eu sabia fazer além de reportagens para a tevê, ainda assim, mais ou menos? Nada. Com a mesma fisionomia de quem pensa “Ela ainda não sabe que essa doença não tem cura”, do dia em que pedi para sair, a Alice-Maria, então diretora-executiva do Jornalismo, me recebeu de volta. Bendito seja que o ovo estava mesmo na galinha como escrevi antes. Eu já estava de volta à escravidão adorada dos acontecimentos jornalísticos quando o correio me levou em casa um exemplar do livro, pronto para o lançamento. Sensação muito estranha. Aconteceu de fato, estava impresso. Minhas históricas (com a participação de muita gente, com os devidos nomes) seriam publicadas. As horas que passei, na solidão do meu quarto, rindo e chorando, ao relembrar os 10 primeiros anos da profissão, iriam parar em prateleiras de livrarias nos cantos do país. Iriam parar e se deter nas mãos e diante dos olhos de pessoas desconhecidas. Mais uma vez, sem planejar, assim como não planejei ser repórter de tevê, lá estava eu em exposição pública. Duas baitas exposições na vida de uma pessoa tímida!… Mais que tímida, com vergonha de tudo!…

– Você? Tímida, Fernanda? – posso ouvir o coro de vozes.

Vozes saídas de bocas que não me conhecem bem. Quem me conhece, bem, sabe que é verdade. Tenho vergonha de tudo. Ou de quase tudo. Se não parece, é outra história. Vou vivendo minhas personagens para sobreviver. E que personagem precisei criar para enfrentar a “noite de autógrafos”.

Noite de segunda-feira, frio, chuva… O evento marcado para as sete horas da noite. Eram seis e eu me recusava a ir.

– Não vou. Ninguém vai…

– Você vai. – era uma das duas amigas lá em casa.

– Um golinho de uísque, bebe… – era a outra das duas amigas lá em casa.

Nem sóbria, nem bêbada iria.

– Fernandinha, você arrumadinha, roupinha nova e tudo. É só caminhar até o carro e já chegamos lá.

– Vamos, caminhando, um passo de cada vez.

Saí empurrada de casa. Na porta do carro.

– Não vou…

As duas me empurraram para dentro do carro.

– Senta aí atrás comportada. Eu dirijo.

Eu devia estar muito anestesiada para deixar alguém dirigir o meu carro. Bêbada não estava. Era perto. Logo chegamos.

– Vamos saindo… É só atravessar a rua…

Lá fui empurrada para dentro do salão da tal noite de autógrafos. A editora me recebeu toda alegre. Mostrou-me os livros empilhados numa mesa e outra mesa onde eu deveria ficar para os autógrafos.

– Olha só… – chamei as duas amigas – Vamos voltar pra casa. Na boa, isso é maluquice. Quem vai sair de casa com esse tempo pra gastar dinheiro comprando livros? A chave do carro… – estendi a mão.

As duas me deixaram com a mão estendida. Aproveitei para olhar o relógio no pulso. Faltavam quinze minutos para às sete. E eis que chegou uma equipe da TV Globo. Pobres colegas. Gentileza da emissora.

– Mil desculpas. Como você pode ver, está vazio. – mostrei o ambiente ao repórter.

– Chegamos adiantados. Não tem pressa, a gente espera.

Ái, ái. Garçom pra cá, garçom pra lá. O papel da Editora estava bem cumprido. O meu é que deixava muito a desejar encostada na mesa com a pilha de livros. Escoltada pelas duas amigas, prontas para me segurar se eu corresse.

– Nem a minha família… – resmunguei para as duas sentinelas do meu lado.

Quantas entradas ao vivo eu já tinha feito… Quantos imprevistos tinham acontecido e me virei bem. O momento em que a câmera saiu de mim para a imagem da avenida alagada e eu puxei o papel com as anotações para ler os detalhes dos estragos. Um borrão. Chovia, o papel molhou e a tinta da caneta escorreu. Uma palavra e outra, um número incompleto. Sem fala e sem respirar. Só pensei em estar na minha casa, na minha cama, debaixo do cobertor e nunca mais sair. O que escrevi no papel?… Não ia lembrar. Eram detalhes anotados justamente para não correr o risco de decorar e esquecer. Olhei para a avenida e narrei o que a câmera mostrava para ganhar tempo e decidir como sair daquela enrascada. Generalizei os estragos: problemas na região serrana, desmoronamentos, deslizamentos de terra, ruas e avenidas alagadas… O cinegrafista voltou a câmera para mim. Daí em diante era fácil. Eram informações sobre o aeroporto que esteve fechado e já estava aberto. Fim da entrada ao vivo. A equipe guardando o equipamento e eu parada. Estacionada. O técnico me pediu o microfone. Minha mão não abria. A mão estava grudada no microfone. No desespero, apertei o microfone com toda a força e a mão não queria abrir. O técnico não entendeu. Ele queria ir embora.

– Dá o microfone, Fernanda!…

A mão esquerda ajudou os dedos da mão direita a largarem o microfone.

– Fernanda Esteves!… – era a chefia chamando pelo rádio do carro.

O cinegrafista disse que estávamos na escuta.

– Muito bom. Podem voltar. – era a chefia pelo rádio.

Fui recuperando os movimentos. Entrei no carro e mostrei o papel com as informações ao cinegrafista. O borrão.

– Puta que pariu!… – foi a reação dele.

Pois foi assim. Na emissora revi a entrada ao vivo. Entre a câmera sair de mim e eu começar a falar foram dois segundos no máximo. Na minha sensação, entre ver o borrão no papel e pensar na minha casa, na minha cama, e ficar debaixo do cobertor para sempre, e tomar a decisão de lançar as informações sem os detalhes de nomes e números, passou a eternidade. Einstein, o Albert, tem razão: o tempo é relativo.

Sete horas da noite. Começou a entrar tanta gente que me pareceu todos terem chegado num ônibus lotado. O salão ficou movimentado. Gravei a entrevista com o colega da Globo e aceitei me acomodar à mesa para as assinaturas. Minha família chegou. Tia Leia comprou uma dezena de livros para eu autografar mais tarde. E me estendeu a mão com uma caneta Mont Blanc.

– A ocasião merece…

Eu fiquei tão agradecida aos que apareceram na noite de autógrafos que levantava da cadeira, trocava beijos, tirava fotos e escrevia uma dedicatória especial para cada um. Lá pelas tantas, a fila estava comprida. São muitos os colegas citados no livro e boa parte começou a leitura na fila. Aí surgiu na minha frente o compositor, ator, poeta e lenda brasileira. Mário Lago. Embasbaquei. Tudo bem que um dos meus chefes era um dos filhos do Mário, mas daí ao pai celebridade estar na minha noite de autógrafos… Uáu!…

– Um conselho… – ele chegou o rosto perto do meu. – Escreve uma dedicatória padrão ou a fila não anda.

Ôpa!… Então, não é que tivesse tanta gente. A fila estava comprida porque eu me demorava nas dedicatórias?… Que vergonha. Mas não consegui mudar e ser mais rápida. Cada um ali, naquele momento, merecia não só uma dedicatória, mas o livro de presente. Pudesse, eu tinha comprado todos os livros e distribuído.

Lá pelas dez horas da noite a editora se deu por satisfeita. Ela estava alegre com o número de exemplares vendidos. Eu estava com a mão doendo de tanto escrever dedicatórias. Aliviada, fui jantar com a minha família e as duas amigas sentinelas que por fim relaxaram. Depois foram viagens para divulgação e mais autógrafos e palestras em faculdades de Comunicação para estudantes cheios de planos. Numa palestra, disse que jornalistas não têm vida própria. Sábados, domingos, feriados, Natal, Ano Novo, Carnaval…

– No Carnaval também? – um estudante sobressaiu na plateia.

– Também. – confirmei.

Ele se levantou zangado.

– Não quero mais essa merda…

E foi embora!… Soube depois da palestra que o rapaz já estava no terceiro ano. Faltava apenas um!… O que ele pensava? … Eu também não pensava nada sobre telejornalismo quando estava cursando a faculdade.

Então, aconteceu que o Desculpem a nossa falha envelheceu rapidamente na parte técnica. Foi uma surpresa, para mim, as minhas, tão minhas, traçadas linhas, serem lidas por estudantes de jornalismo. Por isso, pedi que o livro parasse de ser vendido, porque estar desatualizado na parte técnica. A Editora concordou contanto que eu reescrevesse a parte dos equipamentos. E o tempo passou. Cada vez que reescrevia o livro para atualizar a parte técnica, era irresistível mexer nas histórias. O tempo trouxe o distanciamento daqueles dias de desabafo apaixonado sozinha no meu quarto. Vivi muitas outras histórias. Eu mudei, minhas opiniões mudaram e decidi que o Desculpem a nossa falha devia ficar como foi escrito e editado: intocado. Até eu discordando menos de uma das raras críticas negativas ao livro, com o seguinte título, mais ou menos assim: “A repórter mostrou o glacê e escondeu o bolo”. Não escondi nada, mas concordo que prevaleceu a visão apaixonada ao escrever sobre histórias que eu estava revivendo… com paixão.

A paixão se tornou amor, um sentimento mais lúcido. O novo livro começou a ser escrito há pelo menos dez anos, sob a energia do amor a uma profissão que, afinal, consumiu a minha vida, ou os melhores anos dela. O amor entende e analisa com menos raiva as desilusões que acabaram por vir. E também recebe com menos afetação os louros.

Por tudo isso, eu imploro. Caso queira escândalos, fofocas e/ ou revelações bombásticas, pare agora de ler isto, vai perder tempo. Cá estou eu novamente tensa com a Editora e um novo contrato que me pedem participação, ou seja, autógrafos e tudo o mais que envolve a divulgação e venda de um livro. Fui eu quem ofereceu o novo livro desta vez. Tive a pachorra. Ofereci a uma agente literária e à três Editoras. Uma editora portuguesa foi a primeira a me retornar e a aceitar. Aceitou, mas existe investimento financeiro na empreitada. É natural haver direitos e deveres de ambas as partes. Complicado para mim. Eu só quero escrever… histórias.

Caso deseje mesmo continuar a leitura, minhas mais sinceras desculpas pela linguagem talvez direta demais, sem qualquer pudor ou preconceito com clichês, ditados populares, detalhes pessoais, repetição de palavras, muitos “eus”, “mas”, adjetivos, gerúndios ( procuro me controlar, mas a maioria que substituo por infinitivos parece-me ficar pedante )… e desvios. Os desvios em geral discorrem por trechos da minha história pessoal que nem sempre se consegue separar da profissional e por reflexões sobre ambas. Vamos combinar que, quando me desviar do profissional, o trecho vai aparecer numa fonte diferente. Ao sentir necessidade de incluir parte de uma história já contada no Desculpem a nossa falha, pois seria pecado deixar esquecidas boas histórias, aviso. Você, caríssimo leitor ou leitora, pode pular o desvio e/ou a versão resumida do livro anterior se achar melhor. Também pode ler apenas os desvios…

Há sim boa quantidade de achismos neste livro. Aos vinte anos, eu era a dona da verdade; aos trinta, tinha muitas certezas; aos quarenta, a maioria das certezas desapareceu; aos cinquenta, muitas dúvidas e questionamentos; aos sessenta, tenho a certeza que nada sei. Eu e Sócrates, o filósofo que se matou com cicuta. Penso, penso muito, por isso sei que existo, parodiando René Descartes, outro filósofo, que suportou o tranco da mediocridade alheia sem se matar. Eu estou entre os medíocres, portanto, não corro riscos. Penso, reflito e acho. Tudo pode – e deve – ser discutido.

Em alguns momentos cito nomes, em outros os omito. Há quem não se sinta incomodado de ser citado, há os que se incomodam e há os que, desconfio, se incomodam. Ao optar por não citar nomes em algumas histórias, certifiquei-me que não fazem falta. Procurei deixar as encrencas restritas a mim. Quando a gente se põe a emitir opiniões, é previsível discordâncias, mais o menos estridentes. Opino, ou tudo isto faria ainda menos sentido. Podem concordar ou discordar, mas mentiras não há.

É importante também esclarecer que fui apenas mais uma entre centenas de repórteres de televisão. Nem melhor, nem especial, nem mais esperta, nem uma profissional acima de qualquer suspeita. Uma operária das notícias para a tevê. Apenas uma pessoa que viveu e sobreviveu do telejornalismo por trinta e três anos.

Estou finalizando o Peões de Grife com um grande alívio. Alívio por uma missão comprida e cumprida. Espero que minhas experiências profissionais – e também as pessoais – sejam úteis. Assumo a palavra telejornalismo porque é o que é: Telejornalismo, modalidade do amplo Jornalismo. Não se trata das minhas memórias, até porque, conformo-me com vagas lembranças. Histórias, repito. Penso que os que não gostam de contar ou / e de ouvir boas histórias perdem o melhor da festa. Mais uma vez, agradeço a atenção e peço que me perdoem as falhas.

Um comentário em “Peões de Grife – o telejornalismo em capítulos

  • Janeiro 26, 2017 em 9:36 pm
    Permalink

    Peões de grife: o telejornalismo em capítulos , já disse a que veio: leitura leve, interessantíssima, poderia bem servir para roteiro de filme bom! A aguardar cenas dos próximos capítulos!!

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